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Riscos cardiovasculares em adolescentes

04/06/2018

Nova fase da pesquisa ERICA acontece em quatro capitais brasileiras

 

2ª etapa do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes volta a avaliar jovens que participaram da pesquisa em 2013-2014

 

Está sendo realizada nas capitais Rio de Janeiro, Porto Alegre, Fortaleza e Brasília a 2ª etapa do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (ERICA), dando prosseguimento a avaliação dos jovens participantes da primeira fase da pesquisa, realizada em 2013-2014. O trabalho, organizado pelo Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (IESC), conta com a participação de adolescentes, que à época tinham entre 12 e 17 anos.

 

O ERICA tem como principal objetivo traçar um perfil da saúde cardiovascular dos adolescentes brasileiros, avaliando quantos possuem diabetes, hipertensão arterial e síndrome metabólica (conjunto de alterações metabólicas que inclui de três a cinco fatores de risco: cintura abdominal aumentada, glicose elevada, colesterol HDL baixo, triglicerídeo elevado e pressão arterial elevada), além de avaliar outros comportamentos de risco, tais como consumo de álcool e cigarro.

 

A pesquisa pretende acompanhar os seus participantes por volta de 10 a 15 anos, e recebe o nome de estudo de coorte, que significa acompanhar um grupo específico para levantamento e avaliação da incidência de doenças em determinado período de tempo. Os adolescentes que fizeram exames naquele período e que autorizaram o armazenamento de amostras de sangue para realização de análises, forneceram seus dados para serem contactados com o intuito de participarem das avaliações presenciais a cada 3 ou 4 anos.

 

Em sua primeira fase, o ERICA já apresentou resultados relevantes para a compreensão da saúde dos adolescentes. O estudo concluiu que a maioria dos avaliados (73,5%) passava duas horas ou mais por dia em frente a telas de TV, computador ou videogames, o que poderia levar a uma pior alimentação – pelo consumo de alimentos e petiscos em frente às telas – e a menor tempo de atividade física. Também se observou que quase 10% dos avaliados apresentava pressão alta; 13,1% tinha asma; mais da metade (54,3%) não praticava atividade física em seu tempo de lazer;  mais de 80% consumia sódio acima do limite diário recomendado; e 20% havia feito consumo recente de bebida alcóolica. Em 2016, a Revista de Saúde Pública lançou uma edição com uma série de artigos com esses e outros resultados do ERICA.

 

Cerca de 75.000 jovens foram avaliados em 1.247 escolas públicas e privadas, tornando o Estudo ERICA uma pesquisa pioneira no Brasil. Com base nos resultados será possível obter informações importantes para o desenvolvimento de políticas públicas para prevenção e controle de doenças crônicas não transmissíveis. Na fase atual, de acompanhamento, aproximadamente 6.000 adolescentes estão sendo recrutados para avaliar a novas ocorrências, assim como a persistência dos fatores de risco cardiovasculares já pesquisados.

 

O estudo está sendo conduzido pelo Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (IESC), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e conta com o apoio de várias instituições, entre elas o Ministério da Saúde (MS), o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

 

O Estudo ERICA fornecerá ajuda de custo (para o transporte), a fim de que os participantes e seus responsáveis compareçam aos centros de avaliação. Mais informações no site: www.erica.ufrj.br.

 

 

Núcleo de Comunicação Decit/SCTIE/MS

Foto: Divulgação


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Fonte: Brasil, Ministério da Saúde/Departamento de Ciência, Tecnologia e Insumos
Estratégicos, Sistema Pesquisa Saúde, disponível em http://www.saude.gov.br/pesquisasaude.
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